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Sarkozy: sobe nas sondagens e desce nos escândalos

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Sarkozy: sobe nas sondagens e desce nos escândalos

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A boa notícia para Nicolas Sarkozy é que, pela primeira vez, surge à cabeça das sondagens, na primeira volta das eleições francesas, relegando para o segundo lugar o o rival socialista, François Hollande.

Mas o presidente cessante tem uma má notícia a incendiar-lhe a campanha. O site noticioso MediaPart acusa Sarkozy de recebido 50 milhões de euros de Kadhafi para financiar a campanha de 2007 – e diz ter provas.

O escândalo voltou a lume numa entrevista a uma televisão francesa, durante a qual Sarkozy negou violentamente as alegações. “Se a financiou, eu não me mostrei muito reconhecido”, afirmou o presidente cessante, numa referência ao apoio de Paris à insurgência líbia.

A jornalista insistiu: “O filho, Saif Al-Islam, afirma que o Sr. recebeu dinheiro da família Kadhafi…”

Nicolas Sarkozy contra-atacou: “Ele é uma referência moral, sem qualquer dúvida!” e, dirigindo-se diretamente à jornalista, lançou: “Lamento que seja a porta-voz do filho de Kadhafi. Sinceramente, já a conheci em melhor posição.”

Depois, Sarkozy regressou ao assunto: “Kadhafi, que é conhecido por dizer o que lhe passa pela cabeça, disse mesmo que havia cheques: o filho que o prove!”

Uma acusação que Kadhafi junior tinha feito, pela primeira vez, numa entrevista à euronews, em março do ano passado, quando a França apoiava os rebeldes líbios.

“Sarkozy tem de devolver o dinheiro que aceitou da Líbia para financiar a campanha eleitoral. Fomos nós que financiámos a campanha, e temos provas disso. Estamos dispostos a revelar tudo. A primeira coisa que pedimos a este ‘palhaço’ é que devolva o dinheiro ao povo líbio. Ajudámo-lo para que servisse o povo líbio, mas desiludiu-nos. Temos os pormenores, as contas bancárias, os documentos e as operações de transferência. Em breve revelaremos tudo”, ameaçava.

Já na altura, Sarkozy negou as acusações e, até agora, Saif Al-Islam não teve a oportunidade de apresentar as ditas provas. O filho do ditador líbio está detido em Zenten, no sul do país, desde novembro, e é alvo de um mandado de captura do Tribunal Penal Internacional.