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A polícia turca dispersou esta terça-feira, com canhões de água e gás lacrimogéneo centenas de pessoas que protestavam frente ao tribunal de Ancara, depois dos juizes terem arquivado o processo do caso “Sivas”, que emocionou a Turquia nos anos 90.

Cinco pessoas estavam a ser julgadas à revelia pela morte de 37 escritores liberais num incêndio de um hotel em 1993.

Kemal Kilicdaroglu, líder do Partido Republicano diz que “é uma desgraça que as pessoas que cometeram o crime nunca tenham sido detidas e que o caso tenha sido abandonado pela justiça. Não é possível aceitar esta situação. Isto não faz parte da Turquia livre, um país que atribui a máxima importância aos direitos humanos”.

A oposição acusa o partido do primeiro-ministro Erdogan de não ter feito nada para deter os suspeitos, que continuam a ter uma vida normal no país, mas nunca foram encontrados.

Em 1993, durante confrontos nas ruas, um grupo de islamitas pegou fogo ao hotel em Sivas em que se encontravam dezenas de escritores, 37 perderam a vida no incêndio. Os incidentes foram motivados pela presença do escritor liberal Aziz Nesin, que traduziu os “Versículos Satânicos” de Salman Rusdie.

30 outros suspeitos tinham sido condenados à morte mas as sentenças foram comutadas em prisão perpétua.

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