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Imprensa suíça questiona conceção do túnel

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Imprensa suíça questiona conceção do túnel

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As 24 crianças feridas, no acidente do autocarro belga na Suíça, já foram identificadas, para alívio das famílias que puderam passar a noite com elas.

Para os pais das crianças mortas, no entanto, a angústia aumenta. A identificação dos corpos das 22 crianças está a ser complicada, dada a violência do impacto, admitem as autoridades belgas.

Numa conferência de imprensa conjunta entre as autoridades belgas e suíças, Elio di Rupo, o primeiro-ministro belga, não teve palavras… “Quando se perde um filho… não há palavras. Não há palavras porque a dor é tão pessoal, tão intensa… Como ultrapassar a dor de ter um filho a sofrer num hospital ou de um filho que morreu? Não há palavras!”

Para já, também não há explicações. Afastadas as hipóteses de excesso de velocidade e de fatiga do condutor, estão ainda em aberto a falha técnica, o erro humano ou doença súbita do motorista. Aguarda-se, entretanto, a autópsia do condutor.

Ao mesmo tempo, a imprensa helvética começa a questionar a conceção dos túneis, mais concretamente das áreas de estacionamento de emergência.

Como aquela onde ocorreu o acidente, que termina com um muro em betão em ângulo reto. “É simplesmente por causa deste muro em ângulo reto que uma colisão frontal pôde ocorrer”, lê-se no jornal Tages-Anzeiger, que sublinha que este tipo de construção é corrente, nos túneis rodoviários suíços.