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PE pede ao governo da Holanda que repudie sítio na net xenófobo

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PE pede ao governo da Holanda que repudie sítio na net xenófobo

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Há um sítio na Internet que convida a denunciar alegados comportamentos desviantes de trabalhadores da Europa central e de leste a viverem na Holanda.

Uma ideia do Partido Holandês para a Liberdade, de extrema-direita (dirigido por Gert Wilders), que o Parlamento Europeu repudiou numa resolução, tendo pedido ao Governo de Amesterdão que faça o mesmo.

‘‘Em primeiro lugar, estou contra o simples encerramento do sítio na Internet, porque isso fará de Wilders um grande herói. Penso que a crítica deve vir do público e do governo. Mas, infelizmente, o governo ainda não foi muito claro sobre este tipo de sítios”, disse o líder da Aliança dos Socialistas e Democratas, Hannes Swoboda.

“Penso que é muito importante que os líderes políticos na Europa, incluindo chefes de Estado e de Governo, condenem tais iniciativas porque elas estão realmente a destruir o espírito da União Europeia”, afirmou Guy Verhofstadt, líder dos Liberais e Democratas.

A euronews perguntou ao eurodeputado Auke Zijlstra, membro do Partido Holandês para a Liberdade, se o sítio incita ao ódio e à discriminação.

“De todo! Não estamos a falar de comportamentos xenófobos, mas simplesmente a abordar o problema do movimento de trabalhadores em massa. Algo que a Comissão Europeia sabia de antemão que ia acontecer, porque quando permitiram a entrada na União Europeia a dez novos membros, em 2004, tinham a noção de que esses países não estavam prontos para o fazer”, argumentou Zijlstra.

Na resolução aprovada pelo Parlamento Europeu é também pedido à Comissão e ao Conselho europeus que condenem as atitudes xenófobas expressas no sítio na Net, consideradas contrárias aos valores democráticos e respeito pelos direitos humanos.

As pessoas são encorajadas a, de forma anónima, relatarem incidentes tais como discussões, ruído, excessos por consumo de álcool ou violação das regras de estacionamento, por exemplo.

O Parlamento Europeu saudou o facto de vários partidos, associações cívicas e patronais holandesas terem criticado o sítio, mas considera dececionante que o executivo liderado por Mark Rutte não siga o exemplo.

“Os trabalhadores dos países que aderiram à UE em 2004 e 2007 tiveram um impacto positivo na economia dos Estados Membros e deram uma contribuição significativa para o crescimento económico sustentável na UE”, sublinha o texto do Parlamento Europeu.