Última hora

Última hora

Uma vitória para todas as "madames" de França

Em leitura:

Uma vitória para todas as "madames" de França

Tamanho do texto Aa Aa

O termo “mademoiselle” em documentos públicos foi banido uma exigência antiga do movimento de mulheres.

Os documentos públicos não poderão mais utilizar a distinção entre os termos de “madame” e “mademoiselle” uma medida anunciada há um mês pelo gabinete do primeiro-ministro François Fillon que se encontra já em vigor.

“A Alemanha abandonou o termo “fraulen”, os estados unidos adoptaram Mis a contracção de misse e mister que agora é indeterminado. A Dinamarca abandonou, os países nórdicos também, eles estão muitas vezes em avanço em matéria de igualdade homem mulher. Nos documentos a Inglaterra também não o usa, a França estava em atraso em relação a isso, hoje é uma vitória”.

Com esta decisão a mulher francesa não precisa de revelar o seu estado civil.

“Se somos “mademoiselle”, não somos casadas, mas é verdade que ao homem que não é casado chamam-lhe sempre “Monsieur” e isso não muda”.

Isso irrita-a?

“Não é normal. Porque devemos nós ter duas formas de identificação e os homens que não. Isso é incompreensível”

Até então, as mulheres precisavam identificar-se como casadas (madame, ou senhora) ou solteiras (mademoiselle, senhorita), em todos os documentos oficiais.

“Ao quotidiano as coisas não vão mudar nada, eu penso que há muitas mulheres que gostariam que continuássemos a chamar “mademoiselle” e que muitos homens gostariam de ser chamados de jovens senhores em vez de senhores, é mais agradável e penso que o uso vai continuar na vida corrente, apesar dos formulários”.

“Madame é mais oficial, sobretudo por causa dos aspetos admnistrativos e legais, mas “mademoiselle” é mais bonito, mais poético”.

Poesia à parte, os grupos feministas iniciaram uma campanha reivindicando o fim do termo no último mês de setembro e a batalha foi ganha.