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Despejo no mar de excedentes de peixe com fim à vista

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Despejo no mar de excedentes de peixe com fim à vista

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Milhares de toneladas de peixe acabado de capturar são despejadas no mar porque os pescadores excederam a quotas de uma certa espécie. No âmbito da reforma da política de pescas comum, a Comissão Europeia defende a proibição desta prática que prejudica a sustentatilidade da pesca.

Este princípio foi aceite pelo conselho europeu das pescas, reunido em Bruxelas, mas os ministros querem que seja gradual e tenha em conta a especificidade das zonas pesqueiras. Espanha e França – que dominam quase metade da indústria pesqueira europeia -, mas também Portugal, Itália e Irlanda exigiram um processo negocial a prazo.

Já ativistas como o cozinheiro britânico Hugh Fearnley-Whittingstall exigem o fim do desperdício de peixe numa petição que já recolheu mais de 750 mil assinaturas. Argumentam que a proibição protegeria os stocks e a sobrevivência dos pescadores artesanais.

“Existe o receio de que se for banida a obrigação de rejeitar os excessos da captura, possam perder dinheiro. No curto prazo isso poderia acontecer, mas a longo prazo permitiria um aumento das quotas porque haveria menos desperdício de peixe do que existe agora, algo que beneficiaria os pescadores”, disse à euronews Hugh Fearnley-Whittingstall.

Os ministros europeus chegaram, ainda, a acordo sobre o modelo de acesso a costas estrangeiras menos exploradas, nomeadamente em África. A UE deverá estabelecer acordos de pesca que respeitem os direitos humanos nestes países, bem como a sustentabilidade dos recursos naturais.