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Presidenciais francesas: Quem são os candidatos

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Presidenciais francesas: Quem são os candidatos

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Os candidatos às presidenciais francesas de 22 de abril e 6 de maio fazem correr tinta há muito tempo, mas só agora conhecemos a lista final dos 10 que conseguiram reunir as 500 assinaturas de autarcas necessárias à oficialização da candidatura.

Deles, só cinco são candidatos fortes, com mais de 10% de intenções de voto nas sondagens.

Nicolas Sarkozy é candidato à própria sucessão. A última sondagem dá-lhe 27,5% na primeira volta. Já o socialista François Hollande, apenas a meio ponto de Sarkozy, é dado como favorito na segunda volta. Marine Le Pen, da Frente Nacional, concorre pela primeira vez. As sondagens dão-lhe 17%. Os outros candidatos são François Bayrou, do partido centrista MoDem e Jean-Luc Mélenchon, da Frente de Esquerda, que inclui o Partido Comunista Francês.

Hollande e Sarkozy são os claros favoritos para passarem à segunda volta, mas as surpresas podem sempre surgir. Bayrou e Le Pen são aqueles que mais facilmente podem estragar a festa a um dos dois favoritos e conseguir um lugar no tira-teimas.

Marine Le Pen reclama-se da herança do pai, Jean-Marie Le Pen, que em 2002 conseguiu passar à segunda volta. Bayrou concorre pela terceira vez ao Eliseu e é a figura mais conhecida do centro.

Jean-Luc Mélenchon encabeça a frente eleitoral que inclui os comunistas. Este antigo militante do PS dá ao vermelho uma cor que há muito não tinha no panorama político francês. É uma figura com o dom de arrastar multidões.

Há outros cinco candidatos, sem quaisquer hipóteses de terem uma votação significativa: Eva Joly, candidata da Europe Ecologie, eurodeputada e Nathalie Artaud, do partido “Luta Operária”, sucessora de Arlette Laguiller, seis vezes candidata ao Eliseu. Há ainda Nicolas Dupont Aignan, dissidente da UMP, onde representava a ala direita, Philippe Poutou, do NPA (Novo Partido Anticapitalista) e Jacques Cheminade, o mais velho dos 10 candidatos, que representa em França o movimento do norte-americano Lyndon LaRouche.

São cinco candidatos que não podem sonhar com a passagem à segunda volta e que representam, de alguma forma, as falhas do sistema de apadrinhamento dos candidatos. Por exemplo, o antigo primeiro-ministro Dominique de Villepin não conseguiu as 500 assinaturas.

A campanha eleitoral começa oficialmente no dia 9 de abril e encerra no dia 20. 22 de abril é o dia da primeira volta. Com quase toda a certeza haverá uma segunda volta, marcada para 6 de maio. O presidente eleito vai, finalmente, tomar posse no dia 17 de maio.

A hipótese de uma surpresa como a de 2002 parece pouco provável. A escolha dos franceses vai ser, essencialmente, entre a continuidade da administração Sarkozy ou um regresso da esquerda ao Eliseu, o que não acontece desde Mitterrand.