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Sudoeste de França em alerta máximo depois de ataque em escola de Toulouse

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Sudoeste de França em alerta máximo depois de ataque em escola de Toulouse

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O presidente francês elevou para o nível máximo o alerta antiterrorista na cidade de Toulouse e arredores. Algo que não acontecia desde a criação do dispositivo “Vigipirate”, em 1978.

As autoridades estão a passar a região sudoeste de França a pente fino, depois do ataque desta segunda-feira.

Um homem armado abateu três crianças e um adulto às portas de um colégio judaico, em Toulouse, pondo-se depois em fuga numa “scooter”.

As câmaras de videovigilância captaram o momento. Nicole Yardeni, da comunidade judaica de Toulouse, descreve um homem “aparentemente comum”: “O agressor tem um aspeto normal, bastante determinado, bastante normal. Partiu calmamente. Tem um ar organizado, determinado, como alguém que mata animais.”

Ao que tudo indica a mesma arma, de calibre 11,43 mm, terá sido usada a 11 de março no assassínio de um militar em Toulouse e quatro dias mais tarde contra dois militares, em Montauban.

De acordo com revista “Le Point”, as autoridades estarão também a investigar a hipótese de o agressor ser um dos três soldados expulsos do Exército em 2008 por ligações neonazis.

O perfil dos três homens, fortes, tatuados e vestidos de preto, é muito semelhante àquele descrito por testemunhas do autor dos disparos na escola judaica.

“É um indivíduo particular. Não é um assassino de massas, como Richard Durn, que matou oito pessoas na Câmara de Nanterre, Anders Breivik ou os assassinos de Columbine. É um serial killer, mas insere-se numa categoria específica a que chamamos de serial sniper”, explica o criminologista Stephane Bourgoin.

O presidente francês, candidato à reeleição, anunciou que esta terça-feira será feito um minuto de silêncio em todas as escolas do país e que o Estado se empenhará na investigação do crime.