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Moscovo aproxima-se das Nações Unidas na questão Síria

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Moscovo aproxima-se das Nações Unidas na questão Síria

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Pode estar para breve uma declaração dos 15 países-membros do Conselho de Segurança da ONU sobre a Síria. É pelo menos isso que indicam fontes diplomáticas, depois da Rússia sugerir que pode vir a subscrever o documento.

A declaração não tem o caráter vinculativo de uma resolução. Concretamente pede ao presidente sírio e à oposição que trabalhem “de boa-fé” com o emissário das Nações Unidas e da Liga Árabe, Kofi Annan.

Apela também a uma aplicação “imediata” do plano que prevê um cessar-fogo, o acesso de ajuda humanitária e o diálogo político.

No terreno, continua o derrame de sangue. Em Homs, pelo menos 30 civis morreram esta terça-feira, no mesmo dia em que o ministro russo dos Negócios Estrangeiros acusou
a Síria de “reagir mal às primeiras manifestações pacíficas” e de “cometer muitos erros”.

A Rússia tem sido um precioso aliado de Damasco e já vetou por duas vezes resoluções a condenar o regime de Bashar al-Assad.

Mas as últimas críticas de Moscovo são agora interpretadas por alguns como um sinal de que o país pode estar a mudar a posição.