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A radicalização do suspeito do atentado de Toulouse

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A radicalização do suspeito do atentado de Toulouse

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Amigos e vizinhos de Mohamed Merah descrevem-no como um indivíduo aparente normal.

No entanto, o jovem está sob vigilância dos serviços de segurança franceses há pelo menos dois anos. Foi preso no Afeganistão, em 2011, e mais tarde enviado pelo Exército dos Estados Unidos para França.

“Esteve sob vigilância porque partiu para o Afeganistão. Mas regressou e comportava-se como alguém completamente normal. Na altura, não passou a impressão de ser um fanático”, explica Christian Etelin, antigo advogado de Mohamed Merah.

Merah terá tentado alistar-se na Legião Estrangeira Francesa, mas à falta de um registo criminal limpo acabou por ser rejeitado.

O jovem fez duas viagens à fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão, em 2010 e 2011, e diz ter recebido treino juntamente com grupos combatentes de talibãs.

Roland Jacquard, chefe do Observatório Internacional de Terrorismo, alerta que “atualmente a Internet e o ciberespaço também pode ser campos de treino. Por essa razão os serviços antiterrorismo precisam de multiplicar a vigilância de websites, porque é através deles que as pessoas recebem instruções e se radicalizam.”

Um grupo que poderá ter recrutado o suspeito é a organização salafista “Forsane Alizza”, “Os Cavaleiros do Orgulho”.

O grupo foi desmantelado em fevereiro pelo Governo francês devido à ideologia radical e por ser suspeito de procurar voluntários para a jihad.