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França questiona a vigilância de Merah

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França questiona a vigilância de Merah

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Uma das maiores questões que o caso Mohamed Merah suscita, sobretudo nos meios políticos, é a forma como foi vigiado pelos serviços de polícia, onde estava identificado como tendo ligações a grupos terroristas.

Para o responsável do Observatório Internacional do Terrorismo, a investigação será feita à posteriori:

“É preciso saber que os investigadores detiveram o seu irmão mais velho e vão seguir a pista. Vão entrar em contacto com as autoridades paquistanesas sobre a última viagem que fez ao país para verem o que encontrou nessa época. Ou seja, uma segunda investigação vai agora começar depois da sua morte”.

Uma investigação que, para muitos, deveria ter sido feita antes. Para além da oposição, o próprio ministro dos Negócios Estrangeiros, Alain Jupé, admitiu que pode ter existido falhas ao nível da vigilância e que é preciso investigá-las.

Mohamed Merah era conhecido da polícia por atos de delinquência e violência e dos serviços secretos por ter feito viagens ao Paquistão e Afeganistão, onde participou em treinos de preparação dos combatentes terroristas da al qaida.