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França: Subsistem questões sobre a morte de Mohamed Merah

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França: Subsistem questões sobre a morte de Mohamed Merah

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Embora Mohamed Merah esteja morto, o caso parece longe de estar encerrado. A polícia continua a procurar pistas no apartamento onde vivia que levem ao esclarecimento de dúvidas que ainda subsistem.

As questões mais polémicas têm a ver com a tática utilizada pelas forças da ordem e com a morte do suspeito.

Na manhã do dia 21 de março a polícia cercou o seu apartamento e foram disparados tiros contra os homens do RAID.

Na manhã seguinte a situação mantinha-se inalterada.

“A ideia do assalto era confiná-lo numa zona onde ele não se encontrava e saturar com gás o local onde ele estava para que saísse e o pudéssemos prender.
Quando estávamos a fazer um buraco na parede para lançar as granadas lacrimogéneas, ele decidiu sair armado e defrontar-nos. Veio em nossa direção. Foi quando, na varanda, tentou abater alguns dos meus homens que estavam a ser protegidos que foi neutralizado”, disse Amaury de Hauteclocque, responsável pela unidade
interveniente.

A mãe, o irmão e a namorada de Merah estão detidos pela polícia há 48 horas e a prisão preventiva poderá durar ainda mais 48, segundo o processo antiterrorista francês.

Os investigadores, que revistaram na quarta-feira durante várias horas o domicílio do irmão de Mohamed Merah, encontraram explosivos no automóvel dele.

Segundo uma fonte próxima da investigação, Abdelkader Merah é um simpatizante do islão radical.