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Israel rejeita investigação do Conselho dos Direitos Humanos da ONU

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Israel rejeita investigação do Conselho dos Direitos Humanos da ONU

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Israel não vai cooperar com a investigação internacional aos colonatos judaicos em território palestiniano e ameaça retirar o embaixador do Conselho dos Direitos Humanos da ONU.

Para além de ter votado a favor da abertura do inquérito, o Conselho de Genebra condenou a construção anunciada de novas habitações de colonos na Cisjordânia e em Jerusalém Leste.

Semin Navon, residente num colonato, considera que “o facto de Israel servir de ‘bode expiatório’ não é apenas enfurecedor, mas também embaraçoso para o resto do Mundo, que permite mais uma vez que os judeus sejam os ‘bodes expiatórios’ do Mundo inteiro”.

Os palestinianos dizem que os colonatos, considerados ilegais pelo Tribunal Internacional de Justiça, impossibilitam o estabelecimento de um Estado viável.

O chefe negociador palestiniano, Saeb Erekat, explica que “será feito tudo o possível para forçar Israel a parar a construção de colonatos e aceitar as fronteiras de 1967, num esforço para preservar a solução de dois Estados, face a um executivo israelita que tenta destruir essa opção”.

Telavive acusa o Conselho dos Direitos Humanos da ONU de ser “parcial” contra Israel. A investigação recebeu o aval de 36 dos 47 países membros, com dez abstenções e apenas o voto contra dos Estados Unidos.