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Reforma do mercado de trabalho de Mario Monti chega ao parlamento italiano

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Reforma do mercado de trabalho de Mario Monti chega ao parlamento italiano

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Mesmo sem o acordo dos principais sindicatos nacionais, o primeiro-ministro italiano Mario Monti prossegue com a polémica reforma do mercado de trabalho.

O texto foi examinado esta sexta-feira em conselho de ministros. O projeto de lei foi em seguida enviado para o parlamento.

Lorenzo Cesa, do partido União do Centro, refere que “é uma reforma do trabalho corajosa e necessária. Como afirmou o Presidente da República, o problema é que as empresas estão a fechar e, especialmente, os mais jovens não têm trabalho. O parlamento pode seguramente melhorar a reforma mas não a deve deformar.”

O ponto mais polémico do projeto de lei é a alteração do artigo 18 que diz respeito aos despedimentos. Os outros pontos da reforma dizem respeito à indemnização em caso de despedimento e à entrada no mercado de trabalho.

A reforma propõe a entrada em vigor a partir de 2017 de um novo modelo universal que prevê que o desemprego técnico deixe de ser possível em caso de encerramento da empresa. Os contratos de curta duração não podem exceder os 36 meses. Os estágios gratuitos vão ser substituídos por contratos de aprendizagem.

O principal sindicato italiano ameaça com uma greve geral de oito horas, mas ainda não definiu a data.