Última hora

Última hora

França segue em paralelo investigação e polémica sobre o caso Merah

Em leitura:

França segue em paralelo investigação e polémica sobre o caso Merah

Tamanho do texto Aa Aa

Depois da morte de Mohamed Merah, num apartamento de Toulouse, na quinta-feira de manhã, prossegue a investigação e também a polémica sobre a intervenção do RAID, a força de elite da polícia francesa.

A mãe do jovem que foi ouvida pela polícia nos últimos dois dias deverá ser libertada nas próximas horas; o irmão e a cunhada vão continuar a ser interrogados pelos agentes da brigada anti-terrorista.

As autoridades querem saber se Merah beneficiou de cumplicidade e apoio logístico de alguma organização, nomeadamente para a aquisição das armas e dos carros de que dispunha.

Às dúvidas da investigação policial, junta-se a polémica sobre a operação que levou à sua morte. Um debate entre duas forças: os militares do Grupo de Intervenção da Gendarmerie Nacional (GIGN) e os polícias do RAID, que relizaram a missão.

O Fundador da força de elite da Gendarmerie Nacional, Christian Prouteau, defende que a morte de Merah podia “ter sido evitada com a utilização de um gás que o neutralizasse”.

Amaury de Hauecloque, o comandante do RAID que conduziu a operação, defende a posição dos seus homens:
“Considero que nas condições que tínhamos para ocupar o local, fizémos o máximo e fomos mesmo para além do possível e do razoável, para concluir esta missão”.

A autópsia provou que Mohamed Merah, que vestia um colete de proteção, recebeu dois tiros mortais, um na cabeça e outro no abdómen, mas os braços a as pernas encontravam-se crivados de balas.

Alheios à polémica, os residentes no edíficio onde o jovem se refugiou começam a regressar e a proceder à reparação dos estragos. Alguns têm uma única ideia em mente: mudar de casa, o mais depressa possível.