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300 mil euros: o preço de uma reunião com David Cameron

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300 mil euros: o preço de uma reunião com David Cameron

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Trezentos mil euros de doações em troca de um encontro exclusivo com o primeiro-ministro britânico.

O insólito método de financiamento do partido conservador, revelado pelo jornal Sunday Times, levou este domingo à demissão do tesoureiro da formação, Peter Cruddas.

David Cameron, que tinha prometido na campanha combater os “lobbies corporativos”, rejeitou estar ao corrente destas práticas dentro da sua formação.

“O que ocorreu é totalmente inaceitável. Não é desta forma que angariamos fundos no partido conservador e foi correta a decisão de Peter Cruddas de demitir-se. Vou garantir que uma investigação vai ser aberta para que tais ações não voltem a acontecer”, afirmou Cameron.

A revelação foi vivamente criticada pelos liberais democratas, que governam em coligação com os conservadores. A oposição trabalhista exige a abertura de um inquérito independente:

“Penso que cerca de quatro milhões e meio de reformados, de pequenos empresários, de famílias que enfrentam a subida dos impostos, estarão agora a pensar: porque é que não estamos na “primeira liga”, serão só as pessoas com dinheiro e influência que conseguem uma audiência com o primeiro-ministro, este é o verdadeiro problema”, indigna-se o trabalhista Ed Balls.

O escândalo ameaça aumentar as críticas à proximidade do governo com os meios financeiros, depois da aprovação de um orçamento de estado que prevê reduções de impostos para os grandes empresários e o congelamento das reformas.