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Macky Sall: de ministro a Presidente em pouco mais de 10 anos

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Macky Sall: de ministro a Presidente em pouco mais de 10 anos

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Em apenas 12 anos, Macky Sall, formado em geologia e engenharia geofísica, conhece uma ascensão política fulgurante. O presidente eleito do Senegal, de 50 anos, foi nomeado ministro das Minas e da Energia em 2001. Dois anos mais tarde assume a pasta do Interior e chega a primeiro-ministro em 2004. Entre 2007 e 2008 foi presidente da Assembleia Nacional.

Uma carreira política feita na sombra do Presidente Wade, que o nomeia diretor de campanha para as presidenciais de 2007. Nesta altura, Macky Sall é o número dois do Partido Democrático Senegalês.

A esta ascensão fulgurante segue-se uma descida aos infernos. Em 2007, o filho do Presidente Wade, Karim é convocado pela Assembleia Nacional para explicar o seu papel enquanto patrão de uma agência nacional responsável pelas obras com vista a uma cimeira islâmica.

Abdulaye Wade nunca o perdoou e Sall vê-se obrigado a abandonar os cargos de presidente do parlamento, de presidente de câmara e de deputado em 2008.

Mesmo assim, Macky Sall não tem a intenção de abandonar a política. O chefe de Estado eleito cria o seu próprio partido e candidata-se às eleições presidenciais com o apoio de várias personalidades senegalesas, como o cantor Youssouf N’Dour.

Na origem da sua descida aos infernos, o caso Karim acaba por lhe dar credibilidade junto da população. “Precisamos de mudança. Todos sabem que se Abdulaye Wade deixar o poder é o seu filho que o vai substituir. Para evitar isto temos que votar Macky para podermos mudar o Senegal”, explicava durante a campanha Pape Doudou Cissé, um apoiante do presidente eleito.

A vitória de Sall deve-se também ao mérito do vencedor das eleições em não limitar a campanha a simples críticas contra a campanha de Abdulaye Wade. Na véspera do escrutínio, Macky Sall colocou o conflito de Casamansa, que tem mais de 30 anos, no topo das suas prioridades.

“Comprometo-me, se for eleito Presidente da República este domingo, a fazer tudo para que haja um cessar-fogo imediato, mas sobretudo para criar as condições para que haja uma paz definitiva e durável. Para tal, vamos criar uma concertação nacional que será organizada por todas as partes implicadas, ou seja, os combatentes do MFDC, todos os atores implicados no processo, e os países vizinhos: a Gâmbia e a Guiné-Bissau.”