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Schäuble perfila-se como "favorito" para a presidência do Eurogrupo

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Schäuble perfila-se como "favorito" para a presidência do Eurogrupo

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O ministro das finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble, é um dos nomes mais falados por fontes europeias para futuro presidente do Eurogrupo, que integra os governantes dos 17 países da zona euro.

Contudo, só na cimeira da União Europeia de 1 de julho será tomada a decisão sobre quem fica com o lugar agora ocupado por Jean-Calude Juncker, o primeiro-ministro luxemburguês.

Juncker debateu, no Parlamento Europeu, em Bruxelas, o futuro da moeda única com Jean-Claude Trichet, ex-presidente do Banco Central Europeu. Trichet defendeu uma elevada capacidade financeira dos fundos de resgate, tema da próxima reunião dos ministros das finanças europeus, no final desta semana, em Copenhaga (Dinamarca).

“Penso que é muito, muito importante do ponto de vista de não ter que efectivamente utilizar estes fundos. O reforço da sua capacidade tem, de certa maneira, um efeito dissuasor”, explicou o economista.

Em causa está a junção do atual fundo de resgate, com cerca de 240 mil milhões de euros por utilizar (depois de terem sido atribuídos resgates no valor de 200 mil milhões, repartidos pela Irlanda, Portugal e Grécia), com o futuro Mecanismo Europeu de Estabilidade, a começar a funcionar em Julho, e com uma dotação de 500 mil milhões de euros.

A junção dos dois fundos criaria uma bolsa de cerca de 750 mil milhões de euros, algo contra o qual tem estado a Alemanha, o maior contribuinte para estes fundos (acima dos 200 mil milhões de euros). Mas, esta semana, a chanceler Angela Merkel admitiu essa possibilidade.

A eurodeputada liberal francesa Sylvie Goulard disse à euronews que é um “passo importante na boa direção, caso seja necessário ajudar estados-membros com economias maiores do que aqueles que atualmente recebem pacotes de resgate europeus.”

Goulard alude à atual subida das taxas de juro pedidas pelos mercados financeiros à Espanha e à Itália para lhes concederem empréstimos.

A situação da Espanha é a mais preocupante face ao impacto do recente anúncio pelo primeiro-ministro, Mariano Rajoy, de que o défice de 4,4% previsto para 2012 será na realidade superior a 5%, de modo a acomodar medidas de crescimento. Bruxelas ficou incomodada com a decisão mas aceitou-a, realçando que o governo de Madrid tem de atingir um défice de 3% do PIB em 2013 (valor imposto pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento).

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“Na medida em que já vendemos a ideia de que o fundo permanente iria substituir o fundo temporário, é normal que mudar essa decisão seja difícil para a Alemanha. Penso que é um primeiro passo na boa direcção, caso seja necessário ajudar estados-membros com economias maiores do que aqueles que atualmente recebem pacotes de resgate europeus.”