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Portugal: Os cidadãos entram em falência

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Portugal: Os cidadãos entram em falência

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Num Portugal asfixiado em termos económicos, são cada vez os cidadãos a declararem falência. No ano passado, pela primeira vez na história portuguesa, as falências singulares atingiram 55% e superaram as insolvências das empresas.

Na DECO, o número de dossiês de sobre-endividamento explodiu. Entre 2010 e 2011, os pedidos de ajuda subiram 60 por cento.

Nuno Pinto, 40 anos, casado e com uma filha, é um deles. Está desempregado e não viu outra saída senão pedir falência: “Há situações complicadas e há ideias que nos passam pela cabeça que, eu acho, que começam a fazer sentido. O desespero é tal. Há mês e meio que não tenho rendimentos e não sei se vou ter, portanto que perspetivas terei eu para o meu futuro”.

No total, a dívida pública de Portugal, das empresas e de privados atinge 418% do PIB. No ano passado 670 mil portugueses declararam falência e a tendência é para aumentar, tendo em conta as perspetivas económicas. O governo espera uma contração da economia de 3,3% este ano.

Segundo o Banco de Portugal, o crédito malparado tem crescido a um ritmo de 5,8 milhões de euros por dia.

As ações de despejo multiplicam-se e os leilões de bens triplicaram desde 2008.

Os números da Caritas revelam também as dificuldades da sociedade. O número de pedidos de ajuda, incluindo alimentar, duplicou no ano passado e nos dois primeiros meses deste ano a subida era já de 46 por cento.