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Greve geral contra austeridade em Espanha

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Greve geral contra austeridade em Espanha

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“Hoje não trabalhamos, hoje não consumimos”: palavras de ordem numa jornada de greve geral em Espanha que deixou o país ao ralenti.

Enquanto o ministério do Interior dizia que a paralisação teve um impacto “claramente inferior” à realizada em Setembro de 2010, os sindicatos anunciavam um “imenso sucesso”.

Certo é que, apesar dos comércios fechados e das escolas e transportes a meio gás, o impacto parece ter sido limitado pelo acordo de serviços mínimos entre sindicatos e poder.

Em Madrid, uma mulher explica que cumpre “a greve contra a reforma laboral, que deixou o povo descalço e oferece aos empresários a possibilidade de massacrar os trabalhadores”.

No entanto, também há quem não esteja disposto a perder um dia de salário no duro contexto de rigor, como este homem, que diz que “não é o momento adequado, nem para as empresas que sofrem as consequências, nem para os trabalhadores, que enfrentam tempos difíceis”.

À margem dos protestos que trouxeram milhares de espanhóis à rua em cidades por todo o país, registaram-se também confrontos esporádicos entre pequenos grupos de manifestantes e polícia, que se saldaram em pelo menos nove feridos, entre os quais seis elementos das autoridades.

Há registo de pelo menos seis dezenas de detenções, a maior parte das quais nas cidades de Barcelona e Navarra.