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Junta apela a intervenção externa face a avanço dos rebeldes no norte do Mali

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Junta apela a intervenção externa face a avanço dos rebeldes no norte do Mali

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A junta militar que assumiu o poder no Mali pediu a assistência externa para controlar a rebelião no norte do país.

O capitão Amadou Sanogo, que liderou o golpe militar em Bamako, disse que a situação é “crítica” depois dos separatistas tuaregues do Movimento Nacional para a Libertação de Azawad terem assumido o controlo da cidade de Kidal, na mais importante vitória da rebelião até ao momento.

Depois de verem bloqueada a viagem de uma delegação de representantes a Bamako, os líderes da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental lançaram um ultimato à junta, para que restabeleça o poder civil até segunda-feira, se não quiser enfrentar sanções económicas, políticas e diplomáticas.

Em Genebra, o representante da ONU Said Djinnit classificou o golpe de Estado do dia 22 como “inaceitável”, mas disse esperar que as sanções dos países africanos “não afetem a população, já que o seu objetivo é apenas fazer com que a junta mude de posição”.

A capital do Mali assistiu ontem a violentos confrontos entre apoiantes e detratores do golpe militar, depois do novo poder ter dispersado uma manifestação da oposição.