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Polacos não querem reforma aos 67 anos

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Polacos não querem reforma aos 67 anos

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Pelo menos, 10 mil manifestantes, segundo a polícia, reuniram-se, esta sexta-feira, em frente ao parlamento de Varsóvia. Os polacos protestam contra o plano do governo, de aumentar, progressivamente, a idade da reforma para os 67 anos, em 2020, para os homens e em 2040 para as mulheres. Atualmente, as mulheres polacas reformam-se aos 60 anos e os homens aos 65.

Segundo as sondagens, 85% da população é contra esta medida, que o governo de centro direita de Donald Tusk tenta levar a bom porto, apesar dos protestos dos sindicatos e da oposição.

Os sociólogos garantem que, tendo em conta o envelhecimento da população, ela é essencial. “Todas as estimativas demográficas apontam para que, dentro de 20 anos, não haja ninguém a trabalhar para suportar os pensionistas, sempre a aumentar. Esta é, pelo menos, uma razão economicamente clara e compreensível para levar a cabo a reforma”, defende o sociólogo Januzz Czapinski.

De facto, estima-se que, em 2042, mais de metade dos atuais 38 milhões de habitantes tenha mais de 50 anos e só um terço seja ativo.

A proposta governamental é discutida e votada na câmara baixa do Parlamento. O resultado da votação não está, de todo, garantido.