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Ucrânia mais próxima da associação com a UE

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Ucrânia mais próxima da associação com a UE

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A Ucrânia está mais próxima da União Europeia. O acordo de associação, rubricado, esta sexta-feira, em Bruxelas, incluiu um ambicioso capítulo comercial, que cobrirá todos os domínios, do automóvel à agricultura, passando pelos investimentos e pelos serviços.

Para já, não se trata de uma assinatura definitiva, mas sim, de um gesto de boa vontade para manter a Ucrânia na via pró-europeia, afastando-a assim de Moscovo.

Para Kiev, trata-se de um “quadro único para avançar com reformas complementares, na Ucrânia.” O vice-primeiro, Valery Khoroshkovsky, congratula-se com este primeiro passo: “Antes de mais, estamos a falar do caminho definido com os nossos parceiros e de todas as suas áreas de ação: o acordo de comércio livre, o acordo de associação ou os temas relacionados com a ajuda macroeconómica e financeira, e outros.”

Mas a União Europeia está preocupada com o destino de Ioulia Timoshenko, na oposição, condenada em Outubro último por abuso de poder. Um ato que Bruxelas considerou político.

Grygoriy Nemyirya, vice-presidente do Batkivshchyna, o partido de Timoshenko, apoia o acordo, mas não acredita que ele chegue a bom porto: “Para o governo, é um teste. É o momento de verdade, tendo em conta que o presidente Ianukovich e o governo estão constantemente a dizer que são pela integração europeia. O acordo de associação é o passo fundamental, agora.”

Rubricadas que estão 160 das 1700 páginas do texto, o acordo propriamente dito não deverá ser oficialmente assinado antes de vários meses – eventualmente, não antes das legislativas ucranianas de outubro.