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Violência e intimidação a dois dias das eleições em Myanmar

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Violência e intimidação a dois dias das eleições em Myanmar

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É em clima de suspeição que o Myanmar se prepara para ir a votos.

A dois dias das legislativas parciais, Aung San Suu Kyi, líder do Movimento Democrático da Birmânia e Prémio Nobel da Paz, denunciou casos de violência e intimidação contra alguns dos seus parceiros partidários.

“Como eu já disse não me parece que possamos considerar esta uma eleição genuinamente livre e justa, se levarmos em consideração o que aconteceu nos últimos meses, mesmo assim como pretendemos trabalhar na reconciliação nacional vamos tentar tolerar o que se passou”, afirmou Suu Kyi.

A União Europeia e os Estados Unidos já disseram que as sanções contra o país poderão ser levantadas se o ato eleitoral decorrer com normalidade. Nas ruas o sentimento é de mudança.

Um jovem desabafa: “a minha maior preocupação é que queremos viver em paz. O resto não é importante.”

“Estou entusiasmada mas não sei o que vai acontecer. Espero que mude tudo”, diz uma senhora.

“Sim. Precisamos de democracia”, acrescenta um homem.

A eleição de domingo, que definirá apenas 45 das mais de mil vagas no Parlamento nacional, é a terceira no país em 50 anos.