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O Mali entre duas rebeliões

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O Mali entre duas rebeliões

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Os líderes do golpe militar no Mali encontram-se no meio de um fogo cruzado, entre um ultimato para que abandonem o poder e o avanço dos rebeldes tuaregues.

Os combatentes do MNLA ameaçam ocupar todo o norte do país depois de terem lançado um ataque, este sábado, às cidades de Gao e Tumbuctu, um dia após a tomada da cidade estratégica de Kidal.

Os líderes da junta militar tinham ontem lançado um apelo à comunidade internacional para evitar o avanço dos combatentes.

A comunidade económica dos estados da África Ocidental, CEDEAO, afirma ter mobilizado uma força de dois mil homens que estaria pronta para intervir a qualquer momento.

O responsável militar em GAO afirma estar pronto a combater os rebeldes por todos os meios. “Peço a todos os patriotas para que se unam para combater este inimigo que não é invencível”, afirma o tenente Doumbia.

A ofensiva a norte ocorre num momento em que, em Bamako, os golpistas liderado pelo capitão Sanogo são alvo de um ultimato da CEDEAO para que abandonem o poder até segunda-feira.

Durante uma reunião negocial no Burkina Faso, um dos responsáveis da junta militar voltou a garantir que, “os militares não vão ficar eternamente no poder”, prometendo, “uma solução rápida para devolver o poder à população civil”.

Os militares revoltosos que derrubaram o presidente Traoré, contestam a corrupção no país e a falta de êxitos militares na luta contra os rebeldes tuaregue.

Estados Unidos, União Africana e União Europeia tinham condenado o golpe de estado, cortando substancialmente a ajuda financeira enviada ao país.