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Aung San Suu Kyi, história de uma lutadora

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Aung San Suu Kyi, história de uma lutadora

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Aos 67 anos, a infatigável defensora dos direitos humanos na Birmânia, Aung San Suu Kyi percorre o país inteiro em campanha pla Liga Nacional para a Democracia (LND).

É uma campanha que a levou já a encontrar pessoas dos quatro cantos do país, com vista a umas eleições que Suu Kyi considera imperfeitas mas necessárias.

Passou 20 anos presa, na cadeia e depois em prisão domiciliária. A Birmânia está num ponto de viragem, com a esperança a nascer depois de 24 anos de ditadura da junta militar.

Foi libertada em novembro de 2010 e já viu algumas mudanças, mas sabe que o caminho é longo.

Aung San Suu Kiy é filha do general Aung San, pai da independência do país, assassinado em 1947, quando ela tinha apenas dois anos.

Aos 19 anos, vai estudar para o Reino Unido, conhece o escritor Michael Aris, com quem casa em 1972. Têm dois filhos, que vivem entre a Grã-Bretanha e o Butão. Em 1988, regressa à Birmânia por questões familiares. Mal sabia que não voltaria a sair do país nem a ver o marido.

A junta militar tinha acabado de tomar o poder e os habitantes pedem reformas. Suu Kyi entra para a política e funda a LND. É presa, propõem-lhe a liberdade em troca do exílio, mas ela recusa. O partido ganha as eleições em 1990, mas a junta anula os resultados, o que provoca uma forte contestação internacional e lhe dá o Prémio Nobel da Paz.

Cinco anos depois, a junta aceita libertá-la, mas procura por todos os meios fazê-la partir. Ela não vê os filhos nem o marido há cinco anos. Mas aceita o sacrifício. Escolhe ficar no país, sabendo que, se sai, não vai poder voltar.

O marido morre de cancro em em 1999, sem que ela o tenha voltado a ver. Os filhos crescem longe dela.

Aung San Suu Liy volta a ser presa, libertada e presa de novo em 2003, quando a coluna em que viaja é atacada por um grupo paramilitar.

Fica durante sete anos em prisão domiciliária, apesar de todas as pressões internacionais.

Um destino extraordinário que chegou a Hollywood, com o filme “The Lady”, de Luc Besson, em que Michelle Yeoh interpreta o papel da mulher que sacrificou a vida a uma causa: a democracia na Birmânia.