Última hora

Última hora

Irmandade Muçulmana afinal apresenta candidato às presidenciais

Em leitura:

Irmandade Muçulmana afinal apresenta candidato às presidenciais

Tamanho do texto Aa Aa

O exército egípcio limpou o cadastro do dirigente da Irmandade Muçulmana. Uma limpeza que permitiu à Irmandade Muçulmana apresentar Khairat Al-Shater como candidato às presidenciais de maio próximo. Al-Shater tinha sido condenado a prisão, durante o regime de Hosni Mubarak, por ter “reanimado” a Irmandade, então proibida, e por ter dar treino paramilitar a estudantes.

Ao anunciar um candidato às presidenciais, contrariamente às promessas eleitorais de novembro, a Irmandade provoca reações contraditórias, na população. Um habitante diz-se desiludido: “Lamento dizer que o Egito está em má situação. Agora descobrimos que a Irmandade Muçulmana, que nós pensávamos querer o bem do país, afinal o que quer é o poder. Não sei que mais irá acontecer ao Egito.” Uma mulher, pelo contrário, não tem medo do grupo: “Não me parece que a Irmandade esteja a dominar o poder. A eleição definirá quem será o presidente do Egito. O povo terá uma palavra a dizer, através dos boletins de voto, e qualquer pessoa tem o direito de candidatar-se.”

A Irmandade Muçulmana que, através do Partido Liberdade e Justiça, domina o parlamento desde as legislativas de novembro, tinha prometido não se candidatar às presidenciais. Justifica agora o volte-face com o argumento de que os outros candidatos “não respondem às exigências da revolução”.