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Caos no Mali desloca habitantes para Bamako

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Caos no Mali desloca habitantes para Bamako

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Os chefes de Estado da África Ocidental decidiram sancionar, com um embargo total e imediato, a junta militar, no poder no Mali, após o golpe de Estado de 22 de março.

Reunidos, em Dakar – imediatamente após a tomada de posse do novo presidente senegalês, Machy Shall -, com representantes americanos, europeus e da ONU, os líderes africanos ameaçaram também intervir com a força militar de dois mil homens, que a organização colocara em estado de alerta.

O avanço da rebelião tuaregue está a obrigar os malianos a abandonarem as suas casas e a procurarem refúgio na capital, Bamako. “Está tudo destruído. Só visto… A situação é inimaginável para quem não esteja lá. É demasiado! Muitos mortos. Não há comida, não há eletricidade… faltam imensas coisas. Por isso, quem pode escapar-se, dá graças a Deus”, explica um homem, que fugiu de Gao.

Gao e Kidal estão nas mãos dos rebeldes tauregues, a quem grupos ligados à Al-Qaida do Magrebe Islâmico tomaram o controlo de Tombuctu. Metade do pa’is está, assim, nas mãos de tuaregues e grupos islamitas, que aproveitaram o caos criado pelo golpe de Estado dos militares, que destituíram o presidente Amadou Toumani Touré.
A Junta Militar – que, na capital, Bamako, é dirigida pelo capitão Sanago – prometeu organizar uma transição política e devolver o poder aos civis mas não avançou nenhuma data para as eleições.
O Conselho de Segurança da ONU reúne-se esta terça-feira para examinar a crise no Mali.