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França: detenção de alegados islamitas radicais envolta em polémica

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França: detenção de alegados islamitas radicais envolta em polémica

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A recente detenção de alegados islamitas radicais em França está a gerar polémica.

A operação ocorre uma semana depois do atirador confesso de Toulouse ter sido morto. Mas o procurador de Paris, François Molins, garante que os casos não estão ligados:

“Este processo nada tem a ver com o caso Merah. Os protagonistas do grupo islâmico Cavaleiros do Orgulho nunca estabeleceram qualquer contacto com Merah ou com a família do mesmo. O caso Forsane Alizza começou meses antes.”

A oposição fala de um golpe eleitoral de Nicolas Sarkozy, candidato à reeleição nas presidenciais.

Um especialista em Direito Internacional estranha a coincidência temporal.

“É impressionante como de repente e no espaço de uma semana, descobrem imãs, alegadamente, perigosos que constituem uma ameaça à segurança do Estado” afirma Joseph Breham.

Os presumíveis islamitas radicais – 19 no total – foram detidos na sexta-feira. A maioria continua em prisão preventiva. Os homens são suspeitos de prepararem atos terroristas. Acusações já rejeitadas pelo líder do grupo islâmico Cavaleiros do Orgulho banido de França em fevereiro.