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Crise provoca quebra na ajuda ao desenvolvimento

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Crise provoca quebra na ajuda ao desenvolvimento

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A crise chegou também à ajuda ao desenvolvimento: a União Europeia, tal como os outros grandes doadores mundiais, diminiu em 2011 as contribuições, depois de uma década de aumento constante de fundos.

A UE atribui menos 2,6 mil milhões de euros do que em 2010 (de 57,7 mil milhões para 55,1 mil milhões), de acordo com o relatório divulgado, esta quarta-feira, pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Números que traduzem uma quebra de 0,44% para 0,42% do Rendimento Nacional Bruto da UE.

Itália e Suécia foram 2 dos 16 países que aumentaram a fatia de rendimento para ajudar os países mais pobres (33% e 10,5% respetivamente). Mas, entre os 11 que dimimuíram as contribuições, Grécia e Espanha, muito afetados pela recessão, fizeram cortes superiores a 30% cada um.

A Comissão Europeia diz que a crise não deve prejudicar a meta de atribuir 0,7% do rendimento europeu a esta política, em 2015, e explica porque vai continuar a pressionar os estados-membros.

“Temos de ver o que está acontecer no Mali, na Somália ou no Sudão. Infelizmente, há mil milhões de pessoas que vivem abixo do limiar da pobreza e o pior é que são tão vulneráveis que qualquer catástrofe natural ou guerra detrói por completo o seu ganha pão”, disse Andris Piebalgs, Comissário Europeu para o Desenvolvimento.

A partir de 2013, a UE vai privilegiar África e cortar a ajuda a países emergentes como Brasil, Índia ou China. As organizações não governamentais temem que os governos locais não compensem esse corte.

“Nós preocupamo-nos com as populações pobres e atualmente dois terços dos pobres vivem nos países com forte crescimento, de rendimento médio, ou também chamadas economias emergentes. Logo, estamos muito preocupados com a retirada da ajuda europeia a estes países onde vivem a maioria dos pobres do mundo”, disse Olivier Consolo, director da CONCORD (Confederação Europeia das Organizações Não Governamentais para a Ajuda ao Desenvolvimento).

A União Europeia concede mais de metade da ajuda mundial ao desenvolvimento, seguida dos Estados Unidos e Japão. De acordo com o relatório da OCDE, a quebra global foi de 2,7%.