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Embaixador da UE na Ucrânia preocupado com democracia e corrupção

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Embaixador da UE na Ucrânia preocupado com democracia e corrupção

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A detenção da ex-primeira ministra Iulia Timoshenko, e de alguns dos seus aliados, pode ser um entrave à assinatura do acordo de associação entre a Ucrânia e a União Europeia. O processo teve início no passado dia 30 de março, em Bruxelas, mas está longe de ser concluído.

O acordo tem uma dimensão política substancial, mas não só, como explica José Manuel Teixeira, Embaixador da União Europeia junto da Ucrânia: “As questões relacionadas com o Estado de direito, com o sistema judiciário, com a situação da democracia na Ucrânia, com a situação também do ambiente de negócios e da previsibilidade de negócios, da corrupção… todos esses elementos serão tidos em consideração.”

O acordo de comércio livre é outro ponto essencial, e o mundo do negócios segue atentamente as evoluções no país e as suas relações com o mundo empresarial, como se depreende das palavras de Tomas Fiala, presidente da Associação Empresarial Europeia e diretor-geral da Dragon Capital: “O défice orçamental tem vindo a diminuir de mais de metade nos últimos dois anos e este ano será inferior a 3% do PIB e a dívida é inferior a 40% do PIB. Pela negativa, há uma pressão fiscal um pouco excessiva e o estado de direito e a corrupção ainda representam um desafio.”

A União Europeia é o segundo parceiro económico da Ucrânia, a seguir à Rússia, e tenta assim evitar que Kiev aceite a oferta de Moscovo para aderir à sua união aduaneira, juntamente com o Cazaquistão e a Bielorrússia, o que lhe permitiria comprar o gás e o petróleo mais baratos.

A pressão da União Europeia começa a dar frutos. Pelo menos, Kiev prometeu que Iulia Timoshenko, cujo estado de saúde não é o melhor, terá autorização para ser tratada num hospital externo à prisão.