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Espanha: Mercado aumenta pressão em leilão dececionante

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Espanha: Mercado aumenta pressão em leilão dececionante

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Juros em alta e procura em queda: a Espanha não consegue convencer os investidores e pagou o fatura no leilão da dívida desta quarta-feira. Madrid viu as taxas de juro da dívida subirem e não conseguiu colocar o montante pretendido de 3,5 mil milhões de euros.

A subida das taxas da dívida espanhola afetou todos os prazos. No caso das das obrigações a dez anos as “yields” dispararam para os 5,7%, o valor mais elevado desde janeiro.

Este foi o primeiro leilão de dívida desde que o governo Rajoy apresentou o orçamento de Estado de extremo rigor, com cortes de 27 mil milhões de euros, mas o executivo já disse que nas próximas semanas vai anunciar mais reformas.

O analista Pablo de Barrio defende: “Nesta situação faz falta uma ajuda adicional do Banco Central Europeu. O risco do novo orçamento de austeridade é reduzir as despesas e aumentar as receitas, mas estas podem ser inferiores ao previsto pelo governo se a atividade económica contrair muito”.

Já Portugal, ao contrário de Espanha, vê aliviar a pressão do mercado. Lisboa conseguiu colocar 1500 milhões de euros em obrigações e com as taxas a afundarem para 2,9% nos títulos a seis meses.