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Mali: partidos políticos rejeitam diálogo com golpistas e ONU exige fim da violência

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Mali: partidos políticos rejeitam diálogo com golpistas e ONU exige fim da violência

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Os principais partidos políticos do Mali rejeitaram a proposta da junta militar de um “congresso nacional” para debater a passagem de poder para os civis.

O capitão Amadou Sanogo, que liderou o golpe de Estado de 22 de Março, disse que o presidente deposto, Amadou Toumani Touré, poderá ser acusado de “traição” e “má conduta financeira”.

Aproveitando o golpe contra o chefe de Estado em Bamako, rebeldes tuaregues e grupos islamitas tomaram o controlo de três cidades do Norte do país, agora efetivamente cortado em dois.

A junta militar acusa os grupos que conduzem a rebelião de “graves violações dos direitos humanos”.

O Conselho de Segurança da ONU exigiu aos militares golpistas que abandonem o poder em Bamako. A resolução adotada pelos 15 membros do Conselho pede ainda o fim imediato das hostilidades no norte do Mali.

Na cidade histórica de Tumbuctu, agora submetida à “sharia”, há relatos da presença de três dos principais líderes da Al-Qaida no Magrebe islâmico.

A ONU exprimiu “grande inquietude” face à presença do grupo terrorista na região.

A União Europeia também apelou esta quarta-feira para um “cessar-fogo imediato” no norte do Mali, onde a situação – em particular em Tumbuctu – é “fonte de grande preocupação”.