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Chocolate resiste à crise

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Chocolate resiste à crise

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Ao chocolate são atribuídas muitas virtudes e a mais recente é a de resistência à crise. Nos últimos dois anos, os preços do chocolate ao leite subiram 18% e os do amargo 27.

O instável mercado do cacau, dominado pela Costa do Marfim, foi afetado pela seca e tem problemas de produção. A isto juntam-se custos com energia e transporte e a procura essa não cai, pelo contrário. Há uma subida do consumo nos mercados emergentes e na Europa há uma corrida às lojas, sobretudo na Páscoa.

Diana Short, proprietária de uma chocolataria fina britânica, explica que “a Páscoa é uma época crucial para o negócio. É um dos raros momentos no ano em que todos compram chocolates e não se podem permitir falhar as vendas. A Páscoa permite sobreviver todo o ano e sem ela não poderíamos sobreviver a dezembro”.

Em termos mundiais, a Páscoa concentra o lançamento de produtos de chocolate e este ano, apesar da crise, a subida é de 45 por cento, segundo o centro de pesquisa Mintel.

A inovação é a palavra de ordem num setor que representa centenas de milhares de milhões de euros e que não se tornou amargo…pelo menos para quem vende.