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Síria: diplomacia avança com algum ceticismo

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Síria: diplomacia avança com algum ceticismo

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Com uma missão da ONU já em território sírio, o Conselho de Segurança aprovou, por unanimidade, uma declaração que pede a Damasco para por fim às principais operações militares até ao dia 10 de abril e à oposição que acabe com os ataques até ao dia 12.

O porta-voz de Kofi Annan anunciou: “estamos a trabalhar com a oposição, com todas as fações da oposição, incluindo o Exército Livre da Síria e estamos a receber sinais positivos da oposição de que se o governo respeitar a data de dez de abril, eles também vão depôr as armas”.

Mas há muito ceticismo nos meios diplomáticos e também entre os membros do Conselho Nacional Sírio, que esta quinta-feira reuniu na cidade turca de Istambul.

Um representante do Conselho Executivo diz que “a verdade é que no terreno a violência continua contra o povo sírio, as mortes e a destruição das casas continuam, e, é por isso que as esperanças são limitadas”.

Na declaração, o Conselho de Segurança das Nações Unidas diz que se os combates não pararem serão tomadas medidas apropriadas, sem especificar quais. Uma fórmula vaga para agradar à Rússia, que recusa um ultimato ao regime sírio.

Se o cessar-fogo for respeitado, a ONU enviará observadores para controlar o fim das hostilidades e permitir o diálogo para a saída da crise.