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Sexta-feira santa sem violência, em Jerusalem

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Sexta-feira santa sem violência, em Jerusalem

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Sexta-feira Santa sem problemas, na Palestina, onde as maiores religiões do mundo comemoram a Páscoa, indiferentes à guerra que há mais de 60 anos perturba a região.
 
As cerimónias decorreram sem qualquer incidente, na parte velha da cidade de Jerusalem, com a participação de milhares de pessoas. Muitas delas, são turistas chegados das mais variadas partes do mundo.
 
Vêm de longe, para percorrer os mesmos passos de Jesus Cristo, como diz um peregrino:
 
“Isto toca-nos, estão a andar no mesmo sentido, a percorrer os mesmos passos do Senhor, tal como outros fizeram ao longo de muito tempo, ao longo de séculos”.
 
Mas há aspectos mais desagradáveis. O Conselho Ecuménico das Igrejas denunciou a situação dos cristãos palestinianos, residentes nos territórios ocupados por Israel, que não podem aceder aos locais das celebrações.
 
Tudo isto, porque o exército hebraico fechou os check points, entre Israel e a Cisjordânica.
 
Numa nota do exército, pode ler-se que as pessoas doentes ou que precisem de medicamentos urgentes, podem passar. Mas são os únicos.
 
A medida de excepção, classificada pela polícia israelita como “alerta reforçado”, deve manter-se até ao póximo domingo.
 
A segurança está reforçada em todo o país, como consequência do ataque de quinta-feira. Um ataque que atingiu a localidade de Eilat, sede das celebrações da Páscoa judia que invoca a saída do Povo hebraico, do Egito.
 
A Páscoa judia prolonga-se por sete dias.