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Mali: Junta militar e CEDEAO assinam acordo para a transferência do poder

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Mali: Junta militar e CEDEAO assinam acordo para a transferência do poder

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Está assinado o acordo para a transferência do poder no Mali.

A junta militar, protagonista do golpe de Estado de 22 de março e os mediadores da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, a CEDEAO, firmaram esta sexta-feira o documento que prevê a transmissão do poder para o Presidente do Parlamento e a amnistia geral para todos os golpistas.

A CEDEAO vai, por seu turno, tomar imediatamente todas as medidas necessárias para levantar as sanções impostas ao Mali e que só têm agravado a crise que o país africano atravessa.

Novas eleições devem ser marcadas no espaço de 40 dias.

Entretanto, o Mali segue dividido. Os rebeldes tuaregues proclamaram a independência da metade norte do país.

A declaração do Movimento de Libertação do Azawad foi rapidamente rejeitada pela União Africana, Estados Unidos e França. A CEDEAO ameaçou recorrer à força, se necessário, para preservar a integridade territorial do Mali.

O norte do Mali é uma região praticamente desértica, berço dos tuaregues e controlada por diversos grupos armados com interesses muito divergentes.