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Tensão e preocupações no arranque do encontro anual dos muçulmanos de França

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Tensão e preocupações no arranque do encontro anual dos muçulmanos de França

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Começou, num clima de tensão e nervosismo, o 29º encontro anual dos muçulmanos de França.

Em pano de fundo, os atentados de Toulouse e a crescente pressão das autoridades sobre presumíveis islamitas radicais.

Exemplo disso, seis oradores foram impedidos de entrar em França, entre os quais o íman Youssef Qaradaoui, próximo do emir do Catar.

Os muçulmanos afirmam que os atentados perpetrados por Mohamed Merah “são condenados por toda a comunidade”. Uma comunidade que “condena o terrorismo, porque o terrorismo não faz parte da religião islâmica.” A presença no encontro é por isso uma forma de condenar esses atos.”

O Parque de Exposições de Bourget, próximo de Paris, deve receber este fim de semana mais de 100 mil visitantes que na sua maioria receiam que os atentados de Toulouse estigmatizem ainda mais os muçulmanos junto dos franceses.

Mas há quem toque na ferida e afirme que o terrorismo está a ser utilizado na campanha presidencial para desviar as atenções dos verdadeiros problemas da França:

“É necessário compreender que têm existido muitos exageros nos discursos feitos contra os muçulmanos. Os muçulmanos passaram a dominar a campanha e parece que já não há mais problemas de desemprego e de habitação em França. Já não há crise financeira, há apenas um problema com os muçulmanos”, afirmou Marwan Muhamad, porta-voz do Comité Contra a Islamofobia.

De facto os atentados de Toulouse colocaram Nicolas Sarkozy lado a lado com Francois Hollande na corrida ao Eliseu, mas para os jovens muçulmanos, a integração parece ficar cada vez mais difícil.