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Insegurança domina festejos da Páscoa no Médio Oriente

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Insegurança domina festejos da Páscoa no Médio Oriente

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Este dia é celebrado pelos Cristãos de todo o mundo. Enquanto os católicos festejam o domingo de Páscoa, os ortodoxos comemoram o domingo de Ramos. Mas a festa tem um sabor amargo na Terra Santa.

Em Belém, onde a tradição situa o nascimento de Jesus, os cristãos sentem-se ameaçados pela colonização israelita, afirma o Conselho Ecuménico das Igrejas num relatório publicado este fim de semana.

Em 1948, quando Israel declarou a independência, 18 por cento da população da Terra Santa era cristã. Agora os crentes não chegam aos dois por cento. E na Faixa de Gaza, que é controlada pelo Hamas, o seu número também está em queda. Os cristãos são cerca de 2.500, a maioria ortodoxos.

As ameaças estendem-se a outros pontos do Médio Oriente. É o caso da Síria onde, atualmente, apenas se fala do conflito entre o regime do presidente Assad e os opositores. De acordo com a Igreja Ortodoxa Síria, está em marcha uma limpeza religiosa na cidade de Homs, levada a cabo por muçulmanos sunitas radicais. Os cristãos estão a ser expulsos das suas casas e alguns a ser assassinados. Os atos persecutórios repetem-se noutras cidades do país.

A violência inter-religiosa no Iraque não poupou uma das mais antigas comunidades cristãs do mundo. Em 2003 o número de fiéis rondava o milhão. Hoje serão menos de metade. Para os que resistiram ao êxodo resta-lhes um desejo: “Espero que a segurança e a paz prevaleçam no Iraque e no mundo inteiro!”