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Refugiados sírios relatam horrores vividos e pedem armas para derrubar al-Assad

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Refugiados sírios relatam horrores vividos e pedem armas para derrubar al-Assad

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Visitámos o campo de refugiados de Reyhanli – junto à fronteira turca com a Síria – um, entre tantos, onde diariamente chegam centenas de refugiados com histórias de terror sobre os dias passados em fuga dos snipers e da artilharia de Bashar al-Assad.

O governo turco está preocupado com o afluxo crescente de refugiados e lançou um apelo à ONU para endurecer a posição face a Damasco.

No campo de Reyhanli, um combatente do FSA, o Exército Sírio Livre acusa os iranianos de estarem “na Síria desde o início da revolta, desde Deraa. Os Guardas Revolucionários e os combates Al-Quds vieram para massacrar-nos”, afirma.

Outro insurgente – que aceitou aparecer perante as câmaras, pedido para não ser identificado -apela à comunidade internacional para os “apoiar com armas” que, garante, permitirão “expulsar” al-Assad do país e “libertar a Síria de forma rápida e fácil”.

Só na sexta-feira, 3000 refugiados atravessaram a fronteira para a Turquia. O Primeiro-ministro turco estima em 24 mil, os sírios que entraram no país. Consigo, trazem histórias dos horrores vividos, com aldeias inteiras destruídas pela artilharia pesada síria e valas comuns para enterrar os mortos.

Fotografias aparentam mostrar a colocação de minas do lado sírio da fronteira, numa altura em que a presença militar se intensifica dos dois lados na perspetiva de um confronto.

Quando o plano de Kofi Annan foi votado, o sangue devia ter parado de correr e as armas calarem-se. Mas os refugiados sírios com que falámos acham que o plano só serve para Bashar al-Assad ganhar mais algum tempo.