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Greve nos transportes de Bruxelas, contra o assassinato de um colega

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Greve nos transportes de Bruxelas, contra o assassinato de um colega

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Os condutores de autocarros, tramway e metro de Bruxelas fizeram greve, durante todo o fim de semana pascal, em protesto contra o assassinato de um seu colega.

A vítima tinha 56 anos, era de origem albanesa e trabalhava nos Transportes Colectivos de Bruxelas há 29.

Na manhã de sábado, depois de um acidente sem gravidade entre um autocarro e uma viatura ligeira, foi agredido até à morte.

Os colegas não escondem a indignação:

“Eu vi muitos colegas a chorar, estavam muito comovidos, porque todos se sentem atingidos. Aquilo podia ter acontecido a qualquer um de nós”.

Outro colega diz que isto é uma questão de educação:

“Isto vai repercutir nas escolas, nas famílias. Deve ensinar-se as crianças, os adolescentes a respeitar os outros e, nomeadamente, os que trabalham. Não são pagos para serem agredidos”.

Na terça, ou quarta-feira, os representantes sindicais vão encontrar-se com o ministro do Interior.

A polícia já capturou um suspeito da agressão.

Segundo a empresa de transportes, este é o primeiro incidente, desta gravidade, ocorrido com o seu pessoal.