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Irmandade Muçulmana: candidatura de Suleiman é "um insulto" ao "povo egípcio"

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Irmandade Muçulmana: candidatura de Suleiman é "um insulto" ao "povo egípcio"

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“Um insulto” ao “povo egípcio” que, se bem sucedido, irá “desencadear uma nova revolução”; é assim que o candidato presidencial da Irmandade Muçulmana classifica a entrada na corrida de Omar Suleiman.

Rodeado por centenas de apoiantes, o chefe dos serviços secretos do deposto Hosni Mubarak, entregou este domingo, último dia do prazo, as 30 mil assinaturas necessárias para lançar a candidatura à presidência Egito.

As reações não se fizeram esperar: o candidato da Irmandade Muçulmana, um dos favoritos, considera que “Omar Suleiman cometeu um erro enorme”.

Khairat al-Shater, avisou que um triunfo do homem forte do antigo regime de Mubarak irá trazer “de novo a revolução” para as ruas.

Banida por Mubarak, a Irmandade Muçulmana assumiu um papel central na política egípcia depois do seu Partido da Liberdade e Justiça ter conquistado quase metade dos lugares no Parlamento e dominar a assembleia encarregue de escrever a nova Constituição.

Pregando por um Estado Islâmico – e graças a muito trabalho de caridade – a Irmandade construiu ao longo de décadas uma vastíssima base de apoio no Egito.