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Síria: Plano de Kofi Annan em risco de fracassar

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Síria: Plano de Kofi Annan em risco de fracassar

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A poucas horas do prazo estabelecido no plano de Kofi Annan para o início do processo de resolução da crise na Síria; o projeto parece estar cada vez mais comprometido.

O governo sírio, que devia iniciar hoje a retirada do exército das cidades, quer esperar até à chegada dos observadores da ONU ao país.

Foi o ministro sírio dos Negócios Estrangeiros quem o disse, depois de uma reunião com o seu homólogo russo: “Estamos a retirar algumas tropas de algumas cidades, mas pensamos que o cessar da violência deve ser sincronizado com a chegada dos observadores”, afirmou Walid al Moualem.

Até Moscovo já começa a impacientar-se. Sergei Lavrov admite que “as autoridades sírias podiam ser mais ativas, mais eficazes e mais decisivas na hora de implementar o plano de Kofi Annan”.

Damasco tenta ganhar tempo. Não há ainda uma data definida para a chegada dos observadores e as autoridades sírias querem pronunciar-se sobre a composição do grupo que integrará mais de 200 elementos.

Entretanto, no terreno nada parece ter mudado em cidades como Homs, Hama e Aleppo, onde os combates continuam e,só esta manhã há relato da morte de 12 civis e seis soldados sírios em vários ataques.

Um porta-voz do Exército Sírio Livre garante que, contrariamente ao que afirma o regime, as tropas não estão a retirar das cidades, estão apenas a mudar de sítios.