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Síria: Refugiados olham cessar-fogo com desconfiança

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Síria: Refugiados olham cessar-fogo com desconfiança

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É com desconfiança que os refugiados sírios encaram as primeiras horas de um frágil cessar-fogo entre as forças de Bashar al-Assad e os rebeldes, apoiados pelo Ocidente e pela Arábia Saudita.

No campo de Reyhanli, bem próximo das principais bases do Exército Livre da Síria, poucos acreditam na promessa de amnistia, feita por Damasco, para todos os revoltosos que regressarem “sem sangue nas mãos”.

Um membro da oposição refere que, apesar do “mundo estar otimista” com o cessar-fogo, o “plano de (Kofi) Annan exige que as forças sírias retirem os tanques das cidades, o que ainda não aconteceu. O que aconteceu é que a violência parou por algumas horas”.

Os opositores de al-Assad exigem “uma reação imediata de Annan” e que este “pare de visitar países como o Irão e a China” que consideram ser “os principais apoiantes do regime sírio, a par da Rússia e do Hezbollah”.

Vários refugiados, que se escusaram a falar perante as câmaras, querem apenas que o plano de paz funcione para que possam regressar a casa e às famílias com que perderam o contacto.

Na raia, o êxodo prossegue. Apesar de tanto o governo sírio, como a oposição, afirmarem que o cessar-fogo está a ser respeitado são muitos os que continuam a atravessar a fronteira para a Turquia em busca de refúgio.