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Sanções podem prejudicar negócios do Irão com a União Europeia

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Sanções podem prejudicar negócios do Irão com a União Europeia

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O chefe da missão de negociadores do Irão, em matéria nuclear, deu uma entrevista à euronews, onde fala dessa questão, mas também da crise económica da Europa.

Saeed Jalili analisa ainda os reflexos que as sanções impostas ao seu país podem ter na economia europeia.

E claro, fala também do processo negocial e da vontade de o Irão tratar essa questão, numa base negocial. Começou por recordar o que se passou em Istambul, h á 15 meses:

“Há 15 meses, em Istambul, eu voltei a afirmar a nossa prontidão para continuar imediatamente as negociações. Nós estávamos prontos. Acreditámos que as negociações iam recomeçar, numa plataforma de cooperação. Agora, a outra parte está pronta e nós damos-lhe as boas vindas”.

O responsável iraniano está atento às dificuldades económicas da Europa e reconhece que os estados da União Europeia são um mercado interessante para as exportações iranianas:

“Hoje, os povos europeus estão a pagar um custo que não merecem pagar. Faltam oportunidades e possibilidades para as pessoas e isso terá um efeito muito negativo, na sua economia. A República Islâmica de Irão tem uma boa capacidade de exportação, para os países da União Europeia, especialmente, no setor da energia e nos setores dos petróleos. E, também nos falta mercado fora do Irão. Um país com 70 milhões de pessoas”.

Um mundo aberto para negócios com interesse recíproco, mas que pode ser prejudicado, pelas sanções:

“Temos uma boa quota de importações da Europa, mas o custo de algumas sanções que nos querem impor, por exemplo, as relações com os bancos, é prejudicial para os povos da União Europeia. Porque se nós não pudermos importar esses bens, haverá oportunidades de trabalho que serão perdidas”.