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Argentina rejeita pagar oito mil milhões de euros pela YPF à Repsol

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Argentina rejeita pagar oito mil milhões de euros pela YPF à Repsol

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Buenos Aires não vai pagar os oito mil milhões de euros que a Repsol exige pela filial argentina YPF.

A afirmação, difundida por uma televisão local, foi feita pelo secretário de Estado da Economia argentino, Axel Kicilliof, ao Congresso.

Na segunda-feira, a Presidente Cristina Kirchner afirmou que vai apresentar um projeto de lei ao Congresso para a expropriação da companhia petrolífera YPF, filial da espanhola Repsol.

Atualmente de visita ao México, o primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy afirmou que se trata de “uma decisão que quebra o bom entendimento que sempre caracterizou as relações entre os dois países e é prejudicial para a Espanha e para a Argentina.”

As declarações de Rajoy não ficaram sem reposta. Em Buenos Aires, Cristina Kirchner afirmou, perante uma audiência entusiasta, que “não vai responder a quaisquer ameaças ou irritações, ou dar eco a falta de respeito ou comentários insolentes que alguns fizeram.”

Se o projeto de lei for aprovado pelos deputados, a YPF que é controlada em 51% pela espanhola Repsol passará a ser detida em 51% pelo Estado argentino. As províncias produtoras de petróleo ficarão com os restantes 49%.

Buenos Aires acusa a YPF de não investir o suficiente e nas últimas semanas retirou à filial da Repsol 16 concessões petrolíferas em seis províncias argentinas.

Na sexta-feira, Espanha considerou que a expropriação da YPF seria uma “agressão” que viola “o princípio da segurança jurídica”.