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Bruxelas alarmada com a nacionalização da petrolífera argentina

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Bruxelas alarmada com a nacionalização da petrolífera argentina

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A disputa entre a Espanha e a Argentina agita não só a indústria petrolífera internacional, mas também a política e os investidores.

A Comissão Europeia apressou-se a reagir à decisão do governo de Cristina Fernandez Kirchner pela voz do próprio presidente:

“Esperamos que as autoridades argentinas cumpram os seus compromissos internacionais e a suas obrigações, particularmente as que resultam de acordos bilaterais de proteção de investimentos com a Espanha”, afirmou Durão Barroso.

O ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros, José Manuel Garcia-Margallo, chamou esta manhã o embaixador argentino em Madrid para enviar o recado direto a Buenos Aires de que a decisão anunciada terá repercussões a vários níveis.

No final da reunião, afirmou:
“Na minha opinião, a Argentina deu um tiro no pé, um tiro realmente importante e o que mais me preocupa, e transmiti-o ao embaixador, é que isto pressupõe o corte, ou pelo menos a desconfiança, numas relações fraternais durante muitissimo tempo”.

Para bom entendedor, se a petrolífera YPF for alienada pelo estado nada será como dantes entre Madrid e Buenos Aires e a Repsol tenciona pedir uma indemnização de 10 mil milhões de dólares.

Para os espanhóis também é difícil perceber a posição do governo argentino:
“Com tudo o que a Espanha tem ajudado a Argentina… espero que o governo tome medidas e que faça algo a sério. Já chega de abusarem de nós”, afirma esta cidadã.

O assunto fez as manchetes de todos os jornais. Da esquerda à direita ninguém poupa críticas ao atrevimento da presidente Cristina Fernandez Kirchner.