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Breivik: "Absolvição ou morte"

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Breivik: "Absolvição ou morte"

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Anders Behring Breivik pediu ao tribunal que o absolva ou que o condene à morte.

O autor confesso dos massacres de Oslo e da ilha de Utoeya, na Noruega, disse que a pena máxima de 21 anos é “ridícula” e só respeitaria duas sentenças: a liberdade ou a morte.

Continua a evocar a legítima defesa e a começar a audiência com a saudação que criou. Os advogados já lhe pediram que deixe de fazer este gesto.

A acusação acredita que ele agiu sozinho e afasta a tese de uma rede de extrema-direita à escala europeia.

Breivik diz que pertence a uma organização internacional com várias células, prontas a atacar de novo, e que esse grupo nasceu numa reunião em Londres na primavera de 2002.

Disse ainda que o manifesto de 1500 páginas que escreveu antes do massacre foi uma encomenda dessa organização.

“Não acreditamos que essa rede exista, tal como ele a descreveu. Mas o tribunal é que vai decidir sobre se é verdade ou não”, diz a delegada do Ministério Público, Inga Bejer Engh.

Em Londres, a English Defence League, à qual Breivik diz ter ligações, fez uma manifestação anti-islâmica. Os líderes não deixam de condenar o ato de Breivik. “O que ele diz está bem, mas o que fez é nojento”, diz o líder da organização, Stephen Lennon.

Breivik matou a sangue-frio 77 pessoas, alegadamente como protesto contra o crescimento da imigração e do Islão na Noruega.