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Candidaturas invalidadas: alívio e contestação no Cairo

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Candidaturas invalidadas: alívio e contestação no Cairo

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Está confirmado: a comissão eleitoral egípcia invalidou 10 das 23 candidaturas às presidenciais.

Entre eles, as de três favoritos: o antigo chefe dos serviços secretos de Mubarak, Omar Suleiman; o salafista Hazem Salah Abu Ismail, e o principal candidato da Irmandade Muçulmana, Khairat al-Shater.

Uma decisão que agrada a alguns cidadãos, nas ruas do Cairo. “É uma boa decisão, que demonstra a integridade do sistema judicial, que não se deixa influenciar pela opinião pública nem pela administração. É um alívio para os que detestam as reminiscências do antigo regime e os que receiam os islamitas”, diz um transeunte. Outro corrobora: “A invalidação das candidaturas provocou um certo alívio, sobretudo no caso de Omar Suleiman, Khairat al-Shater ou Hazem Salah Abu Ismail, que estavam no centro do problema. Estamos sob apertada vigilância judicial, não queremos objeções. A decisão sairá das urnas.”

Uma opinião que não é partilhada pelos adeptos de Abu Ismail, cuja candidatura foi invalidada por ter mãe egipcio-americana. Um jovem salafista contesta: “A comissão eleitoral não é legal. É uma comissão administrativa e não devia poder decidir casos como este. A decisão foi anunciada e apresentaram um papel, sem qualquer selo ou carimbo oficial. Se nos provarem que a mãe do sheik Hazem Salah Abu Ismail é americana, então iremos embora.”

Desde terça-feira, cerca de 300 salafistas acampam em frente da comissão eleitoral. Exigem que o candidato seja reintegrado na corrida à presidência.