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Damasco bloqueia avanço de missão de observadores da ONU

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Damasco bloqueia avanço de missão de observadores da ONU

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Os primeiros observadores da ONU na Síria ainda não obtiveram o acordo de Damasco sobre o protocolo que define as modalidades práticas da missão.

Segundo um diplomata do Conselho de Segurança das Nações Unidas, se a situação não for desbloqueada até ao fim da semana, será impossível passar à etapa seguinte, que é autorizar o envio dos 250 efetivos previstos para a missão completa.

Reunidos em Doha, os países árabes deploraram a ausência de “mudanças cruciais” na atitude do governo de Damasco.

Questionado sobre o eventual envio de armas para a oposição síria, o primeiro-ministro do Qatar disse que o seu país “não armou os opositores”, mas sublinhou a “legitimidade” da “autodefesa” e frisou que “se a situação não for resolvida em breve, é preciso ajudar o povo sírio a defender-se”.

Líderes árabes e diplomatas das Nações Unidas denunciam a “obstrução deliberada” do regime sírio, enquanto do terreno continuam a chegar relatos de violência, quase uma semana depois da suposta entrada em vigor de um cessar-fogo.

O segundo dia da ainda reduzida missão da ONU ficou marcado por bombardeamentos em várias cidades, enquanto o regime de Bashar al-Assad apostava na propaganda.

Contrariando todas as evidências e relatos, a televisão síria mostrou imagens que descreveu como tratando-se de uma distribuição de ajuda humanitária pela própria mão do presidente sírio e da esposa na cidade de Homs, uma das mais fortemente bombardeadas.